Memória e (não) identidade no suvenir carioca: alguns recortes históricos

Isabella Vicente Perrotta

Resumo


Tomando como objeto de estudo os artefatos que têm como função representar e lembrar o Rio de Janeiro para seus visitantes, este artigo pretende mostrar como o suvenir turístico – de uma maneira geral, e desde o século 19 – se apropria das mesmas construções imputadas aos destinos turísticos, inicialmente na literatura, postais, guias, matérias jornalísticas, gravuras, e fotografias; depois no cinema e na TV e,mais recentemente, nas redes sociais, blogs de conteúdo e sites de busca.

Para o turista, reconhecer presencialmente o que já é pré-conhecido faz parte de uma necessidade de confirmação daquilo que lhe foi anunciado, mesmo que isso soe déjà-vu. Assim, tanto o cartão postal (de outrora), quanto o suvenir (ainda hoje), que deveriam ser símbolo do singular e do local, acabam sendo também a confirmação daquilo que já se conhecia antes da viagem. Acabam-se subvertendo ao impessoal, global, disseminado.

Considerando que o Rio de Janeiro, historicamente, foi o principal acesso ao Brasil e, ainda hoje, é a cidade mais visitada do país, pretende-se mostrar como alguns suvenires ocupam, lugar miscigenógico e/ou sinestésico de Brasil, exaltando a diversidade de uma natureza que não está exatamente presente na cidade, mas se confunde com a “selva” (natural e cultural) a que o Rio era (e ainda é) associado.

No artigo, os suvenires do Rio de Janeiro serão citados em recortes históricos exemplares, e observados sob a luz dos conceitos de "âncoras de memória”, “memória coletiva” e “imaginário coletivo”.


Palavras-chave


Suvenir turístico/ Rio de Janeiro / História do Turismo

Texto completo:

PDF

Referências


DOHMANN, Marcus. Cultura material: sobre uma vivência entre tangibilidades e simbolismos. In Diálogo com a Economia Criativa, Rio de Janeiro, v.2, n.6, set/dez. 2017.

FERREZ, Gilberto. Iconografia do Rio de Janeiro 1530-1890, v. I e II. Rio de Janeiro: Casa Jorge Editorial, 2000.

HALBWACHS, Maurice. A memória Coletiva. São Paulo: Centauro, 2006

HALL, Stuart.A identidade cultural na pós-modernidade. São Paulo: DP&A 2003.

MAFFESOLI, Michel. O imaginário é uma realidade. In Revista Famecos, Porto Alegre, n.15, ago. 2001.

NORA, Pierre. Entre a memória e a história: a problemática dos lugares, Projeto História, São Paulo: PUC-SP, n.10, dez.1993.

ROITER, Márcio. Gallé Rio. Disponível em www.artdecobrasil.com/materias/vasos.pdf. s/d.

SANTOS, Renata; RIBEIRO, Marcus Venicio; LYRA, Maria de Lourdes Viana (orgs.). O acervo iconográfico da Biblioteca Nacional. Estudos de Lygia da Fonseca Fernandes da Cunha. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional. 2010.

SÜSSEKIND, Flora. O Brasil não é longe daqui. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.




Direitos autorais 2018 Anais Brasileiros de Estudos Turísticos - ABET

Indexadores da Revista ABET:
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Biblioteca da Universidade de Santa Cruz do Sul
Programa de Pós-Graduação Geografia Universidade Brasília
 
 
 
Departamento de Turismo/DepTur, Instituto de Ciências Humanas/ICH, Sala A-II-08, bloco A.
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
R. José Lourenço Kelmer, Campus Universitário, São Pedro. Juiz de Fora, Minas Gerais (MG) / Brasil. CEP.: 36036-330.
ISSN 2238-2925